A Arpub é a Associação das Rádios Públicas do Brasil, uma entidade que tem por objetivo reunir, divulgar e promover as produções das rádios públicas brasileira. Em Goiânia, a rádio universitária (870 AM) faz parte dessa associação, e por sinal é a rádio que está permanentemente sintonizada no som da minha casa.
Rádios públicas opõem-se às rádios comerciais, por isso elas não precisam ocupar o tempo de sua programação com espaços comerciais, nem vender parte do tempo de sua programação, sobrando assim, muito mais espaço para divulgar notícias, debates, e a divulgação da produção regional. Com o objetivo de reforçar estes propósitos que a Arpub está organizando o o I Festival Nacional de Música da ARPUB, um festival que vem abrir espaço na programação de rádio brasileira de artistas que estão fora não pagam jabá. Reforçando ainda mais o papel das rádios públicas de funcionar como uma vitrine que exibe a diversidade regional da produção musical brasileira.
O festival acontece em duas etapas. A primeira é uma etapa regional sediada nas rádios públicas de doze estados brasileiros (RJ, BA, MG, DF, RN, PR, SC, PB, GO e SE), cobrindo as cinco regiões de nosso país. De todas as músicas inscritas desta etapa 25 músicas foram selecionadas, e agora estão sendo votadas em júri popular, via internet.
O motivo que me levou a escrever sobre este assunto neste blog é o seguinte: tenho um amigo que está concorrendo a este festival, trata-se do Rafael Nunes, meu vizinho de quarto na república onde moro. Ele é um jovem compositor de música popular brasileira que ainda vem ser descoberto pelas pessoas está concorrendo com a música "Samba de alforria" música e letras de excelente qualidade e demonstram uma fina sensibilidade do compositor. Recomendo.
Escute e vote na música do Rafael, na etapa regional do festival nacional da arpub.
Pra concluir, a letra da música:
Samba de Alforria
(Rafael Nunes Botelho)
Vai,
Vamos cantar o que prometi,
Vamos cantar um samba
Um samba de alegria,
Um samba de ilusão,
Um samba que seja de alforria,
Mas que haja coração.
Ah! O meu samba,
Bendito samba,
O que foi que aconteceu
Deixou o morro em plena avenida
E nunca mais apareceu.
Tua tristeza é minha companheira
Teus versos desilusão
Tua dor a única saída,
por isso tenho o meu violão,
Sem o samba não há poesia.